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HORÓSCOPO ESCORPIÃO - 23/10 à 21/11
Este signo é regido por Plutão e seu elemento é a água 
Escorpião é o relacionamento aprofundado, pois é um signo da água, de fortes emoções. Representa a fase de transformação e renovação do zodíaco.
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Horóscopo e os Orixás

 

 

 

 

 

Símbolo: É o símbolo da genital masculina e feminina. Representa o estado da evolução em que os seres se preparam para a perpetuação da espécie. Tanto no sentido material como espiritual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mito de Escorpião   Orion

 

 

Poderíamos começar nosso mergulho no mito escorpiano através da figura de um dos maiores caçadores de toda a mitologia grega: Orion, o que já nos explicaria a habilidade de pesquisa e a persistência da pessoa nascida sob este signo.

Entretanto, isso ainda será pouco para abranger a vastidão e a profundidade da mescla desta psique com mitos ligados à sexualidade e à raiva. Em todo caso, iniciemos por ver esse herói.

Filho do deus Possêidon, Orion era um gigante - como, aliás, outros heróis: Hércules, Teseu, Aquiles e Aristômaco, entre muitos outros. Dado o seu imenso apetite sexual, tentou um dia violar a própria deusa Ártemis, deusa da guerra e da caça, e virgem eterna, filha de Zeus e Leto.

A deusa, para castigá-lo, mandou um escorpião gigantesco morder-lhe o calcanhar, matando-o instantaneamente. Pelo serviço prestado a Ártemis, o escorpião foi transformado em constelação e passou a simbolizar a raiva da mulher por ter sido ameaçada de estupro, ou em outros casos, como veremos à frente, por ter tido sua oferta afetiva e sexual rejeitada.

O escorpião, assim como a aranha que está na figura de Kali a serpente vista no Ouroboros e o caranguejo que vivia no pântano de Lerna, também simboliza os processos inconscientes da mente profunda, dedicados a manter ativas as funções corporais mais básicas de sobrevivência e reprodução.

Todas, de alguma maneira, representam a "Mãe Terrível", que se insurge contra a tentativa de sua criatura de escapar do reino do inconsciente corporal e adentrar o reino do incorpóreo espiritual.
                                            
Trata-se de uma batalha que temos, todos, de enfrentar algum dia; entretanto, no caso do escorpiano, o confronto entre o mundo instintivo e o reino espiritual parece ser cíclico por toda a sua vida, donde o "tormento de alma" e a força emocional transformadora (ou arrasadora) que as descrições mais populares atribuem a este signo.

Essa força emocional reside no mais profundo inconsciente do escorpiano e buscá-la requer muita coragem e obstinação, além de uma fina intuição e muita sensibilidade (outros atributos do signo), assim como Perseu precisou tê-los para cortar a cabeça da Medusa. Porque é nesse mito que encontraremos nosso Herói escorpiano em sua plenitude.

Perseu era filho de Zeus e Dânae (a qual, por sua vez, era na verdade tataraneta de Zeus); tendo sido encerrado por seu avô Acrísio numa arca de madeira junto com a mãe, pois uma profecia afirmava que esse menino destronaria o velho rei, foi dar às costas da ilha de Sérifo, governada pelo tirano Polidectes e na qual foi encontrado e criado por Díctis, um pescador muito humilde. Cresceu e tornou-se forte e belo, nunca se afastando da mãe e guardando-a contra todas as investidas de Polidectes, pois o rei mantinha viva uma paixão por ela.

Entretanto, depois de ter um dia prometido a Polidectes que lhe traria a cabeça cortada da Medusa e não ter cumprido a promessa - feita em um momento de embriaguez, durante um jantar na casa do rei -, Perseu. foi obrigado a fazê-lo: caso não o conseguisse, o rei ameaçava violentar Dânae.Começou assim o longo e profundo processo iniciático de Perseu, graças ao qual ele se separou de sua mãe e desenvolveu seus próprios poderes, independentes dos poderes maternos (ela, também, de ascendência divina).Como em quase todos os mitos do Herói, este é secundado ou ajudado em sua tarefa por inúmeros deuses, pois sua condição sobre-humana poderia torná-lo fácil presa da hybris e colocar em risco, assim, o sucesso de sua missão. Dessa vez, Perseu recebe ajuda de Hermes e Palas Atena, sem os quais dificilmente teria conseguido descobrir o caminho do esconderijo da Medusa.

Em um primeiro momento, Perseu teve de procurar as três Gréias, entidades semidivinas que possuíam apenas um olho e um dente, dos quais se serviam alternadamente: quando uma vigiava com o olho, as outras duas dormiam; quando uma comia com o único dente, as outras duas esperavam sua vez.

Ajudado por Hermes (que tinha a capacidade de não se perder na escuridão e conhecer todos os caminhos) e por Palas Atena (com seus dons de inteligência e coragem), Perseu teve de ir ao país das sombras eternas, ou da noite, onde nunca chegava um raio de Sol sequer.

Lá chegando, roubou o olho da Gréia que estava de vigília e, barganhando sua "troca", recebeu indicações de como chegar ao esconderijo da Medusa; além disso, recebeu o capacete de Hades, que tornava invisível quem o usasse, um par de sandálias com asas e um tipo de alforje ou saco, para guardar a cabeça da Medusa.

Finalmente, recebeu de Hermes uma espada de aço e de Palas Atena um escudo polido como um espelho.

Com esses apetrechos, dirigiu-se ao covil da górgona; esse monstro, com o qual apenas o deus Possêidon (bisavô de Perseu) fazia amor, tinha cobras como cabelos, presas de javali, mãos de bronze e asas de ouro, petrificando com o olhar quem dela se aproximasse. Fora assim transformada por Palas Atena por ter uma noite dormido com Possêidon em um dos templos da deusa, quando ainda era uma bela mulher, e desde então mantinha-se escondida das vistas de todos os mortais.Lá chegando, Perseu pairou nos ares com as sandálias aladas e não olhou diretamente o rosto da Medusa, para evitar ser petrificado: utilizou o escudo como espelho e, com a espada de Hermes, cortou a cabeça do monstro, guardando-a no alforje especial que carregava.

Do pescoço cortado da Medusa nasceu Pégaso, um cavalo alado, filho da górgona e de Possêidon, que antes não conseguia nascer dada a raiva sentida pela Medusa, raiva que a impossibilitava de partejar. A seguir, Perseu saiu vitorioso do covil montado em Pégaso - para enfrentar novos desafios e retornar vitorioso à sua terra natal.

No caminho de casa, que vinha do ocidente para o oriente (ao encontro do Sol, portanto), Perseu passou pela Etiópia. Ali chegando, soube que um monstro fora enviado por Possêidon para assolar esse reino; se Andrômeda, filha real, fosse oferecida como sacrifício, esse flagelo cessaria. Acontece que o Herói se apaixonou pela donzela e, sob promessa de casamento, matou o monstro com as mesmas armas que haviam derrotado a Medusa. Com isso, Perseu dava mais um passo em seu desenvolvimento: separação-iniciação-retorno.Entretanto, ao chegar a Sérifo, Perseu soube que na sua ausência Polidectes tentara violentar Dânae. Enraivecido, petrificou o rei e toda sua corte, expondo-os à cabeça cortada de Medusa. A seguir, depois de entregar o trono ao pescador humilde que o criara, devolveu as sandálias aladas, o alforje e o capacete de Hades a Hermes, para que o deus os restituísse às ninfas, suas verdadeiras guardiã, e retornou à sua terra natal, juntamente com Andrômeda.

Vejamos agora o que esse mito nos oferece sobre o núcleo escorpiano. Em primeiro lugar, ressalta a analogia entre o episódio da arca de madeira lançada num rio e muitas das passagens registradas em inúmeros mitos: Páris é exposto no monte Ida, Édipo é deixado pendurado em uma árvore, Rômulo e Remo são abandonados em um bosque, Moisés é lançado em uma cestinha no rio Nilo, entre outros heróis. Todos, cada mito à sua maneira, nos contam do Herói com "predestinação", graças à qual consegue sobreviver e, mais tarde, cumprir sua missão; essa "predestinação em varias mitologias, nos aponta crianças que um dia serão responsáveis pela purificação das faltas cometidas por sua comunidade ou família. Da mesma forma, todos esses mitos indicam a profunda rejeição inicial sofrida pelo Herói e sua longa luta para superá-la.

E o que se verifica na vida concreta do escorpiano não é muito diferente: em geral, nascido logo após uma grande perda emocional sofrida pela família, essa criança sofre uma profunda rejeição emocional por parte de seus pais abalados com a perda recente (de pessoa, objeto ou expectativa), nada conseguem dar de si em termos de afeto, carinho, amor e atenção, senão o mínimo necessário à sobrevivência física da criança.

Assim, o escorpiano constrói sua vida sobre a procura constante de reobter o "regaço materno" que um dia lhe foi "negado". Mas terá de afastar-se dela e buscar em si mesmo o afeto não obtido, deixando de se submeter à mãe ou tentar imitá-la, com o que conseguirá aliviar a imensa raiva que isso lhe causou precocemente. Além disso, como no caso das crianças "exposta", o escorpiano vive uma marcada diferença entre si e sua família, só se libertando disso através do sacrifício de si mesmo e do "renascimento" sob nova identidade.

Lembra o psicólogo Otto Walter (1969) que quando um celta estava em dúvida sobre sua paternidade, colocava o recém-nascido sobre um escudo enorme e punha-o a flutuar nas águas de um rio; se essas águas empurrassem o escudo para uma das margens, a paternidade era legítima, mas se a criança se afogasse, estava, provado que a mulher praticara adultério, e desse modo estava também condenada à morte.

Como os filhos nascem d’água, a arca simboliza o ventre materno, de sorte que o abandono nas águas representa diretamente o processo de nascimento ou de um "renascimento catártico". Carregando em si a raiva provocada precocemente pela rejeição sofrida, o escorpiano mal consegue encará-la de frente: assim, terá de lançar mão do espelho fornecido pela deusa da inteligência e da coragem (para evitar que se paralise no momento dessa confrontação) e da espada fornecida pelo deus do pensamento (com a qual poderá cortar o "mal assim identificado)".Sobre culpa, admissão e expiação, cabe lembrar o mitólogo Junito Brandão: (1986;); "O reconhecimento pode ser - e o é, quase sempre - uma forma específica de exaltação imaginativa: um arrependimento exagerado. O exagero da culpa inibe o esforço reparador (...).

Não basta descobrir a falta: é mister suportar-lhe o olhar de maneira objetiva, sem exaltação ou inibição - vale dizer, sem exagerá-la ou minimizá-la. O próprio reconhecimento deve estar isento do excesso de vaidade e de culpabilidade."Com esse enfrentamento corajoso, Perseu conseguiu libertar Pégaso, símbolo da possibilidade de "voar" entre o Céu e a Terra, qual ponte viva entre opostos (não podemos nos esquecer de que o antigo símbolo deste signo era a Águia). Graças a esse "parto", Perseu conseguiu ir adiante em sua viagem de iniciação e utilizar os poderes da Medusa, agora despojados de seu componente maléfico, para vencer novas causas.

Do mesmo modo, como o Herói grego, o escorpiano deverá enfrentar o monstro – "culpa raivosa" e "mágoa ressentida" - em benefício da mulher amada (tanto faz qual seja o sexo dessa pessoa: se homem, em prol de sua escolha afetiva; se mulher, em prol do desenvolvimento do próprio núcleo feminino). Para isso, mais uma vez dispõe de recursos oferecidos pelos deuses, pois somente assim poderá redimir sua primeira figura feminina: a "Mãe Terrível", seja ela um escorpião, uma serpente ou um peixe voraz.

Em outras palavras, apenas enfrentando sua própria natureza instintiva quase cega, a face escura daquela "Mãe Terrível", é que o escorpiano conseguirá libertar e integrar seu núcleo feminino pessoal, primeiro passo para a integração corpo-espírito, uma possibilidade há muito tempo ansiada. Como diz Sylvia Brinton Perera, psicóloga junguiana, (1985) "precisamos passar por uma regressão controlada" até os níveis da fronteira com o mundo subterrâneo da deusa escura - de volta ao que éramos antes de termos nossa conhecida forma atual, de volta aos níveis mágicos e arcaicos da consciência e às paixões e ódios transpessoais que ali nos destroem e alimentam ao mesmo tempo: é a volta à mente-corpo e aos estágios pré-verbais do útero-túmulo, em busca do feminino profundo, da "mãe dupla" de que fala Jung".

Mas isso não pode ser conseguido com raiva ou paixões fortes - apenas com o auxílio da inteligência e da coragem é que o poder "do monstro" será revertido em favor do Herói. Semidivina, a criatura terá de ser transformada, pois nunca será inteiramente destruída. O risco é o de a pessoa ser "tomada de orgulho pelos poderes de transformação que possui, quando se tornará escrava dos mesmos e perderá sua própria salvação": esta tênue linha entre utilizar seus poderes com sabedoria e ser utilizado por seus próprios poderes é o que separa, há milênios, o Mago do "possuído".

Da mesma cultura medieval de onde retiramos Parsifal e a lenda do Santo Graal podemos buscar Fausto, representante ocidental da luta do Mago contra seu "lado sombrio", um lado cheio de amargura, raiva e necessidade cega de poder sobre as pessoas ou eventos que algum dia o magoaram. A figura de Fausto apaixonou Jung, pois sua história nos relata um drama freqüentemente vivido por aqueles que atingem as profundezas arquetípicas do poder inconsciente - uma fronteira indistinta muitas vezes percorrida pelo escorpiano, em sua luta contra a "Mãe Terrível": a "venda da alma" ao "Diabo". Fausto, de acordo com o clássico de Goethe, fez um pacto com o Diabo: em troca da vida eterna, vivida como um momento de emoções "sem fim", e do amor de Margarida, entregava sua alma a Mefistófeles; não conseguia admitir que Margarida, por quem tivera súbita paixão, o rejeitasse; mais ainda, pensava garantir dessa forma a eterna durabilidade de suas emoções, com o que negava a fluidez da própria vida. A atitude de cinismo com multa freqüência encontrada no escorpiano, está profundamente mesclada a seu próprio núcleo mítico; então, mesmo disfarçada sob um aparente otimismo, tal atitude manifesta sua destrutividade através de eventos projetivos na vida da pessoa, que a expõem à própria Sombra.

E a suposição inconsciente de que a vida só vale a pena se "parar congelada" num momento de felicidade ou raiva, faz o escorpiano mostrar sua face possessiva e retentiva, que tantas vezes o incomoda em sua busca de afeto. Busca essa, por fim, geralmente vivida em momentos de forte sexualidade, emprestando ao escorpiano esse traço tão marcadamente presente nas descrições tradicionais: forte impulso sexual.

No fim de Fausto o bem vence; "perecendo" em sua busca de poder e prazer e resgatando sua profunda natureza divina, o Herói resgata seu lado feminino - que encontra, pelo amor a Margarida -, e se integra a si mesmo e à vida. Para isso, teve de "sujar as próprias mãos" com egoísmo, cinismo e cobiça, além de luxúria.

Entretanto, o motivo central de sua procura é um só, amor, e é isso o que o redime e o leva a uma longa jornada entre sexualidade e espiritualidade.

A combinação entre essas duas dimensões humanas é bastante difícil e delicada, razão pela qual muitos escorpianos abafam um dos pólos e hipervalorizam o outro. Entretanto, somente através desse "embate" e do confronto com a "Mãe Terrível" é que poderão harmonizá-los e reencontrar sua identidade, extraída do reino noturno de sua emocionalidade profunda e transformadora.

Porque, nesse trabalho, os poderes "mágicos" do inconsciente emocional mais atávico serão liberados e postos à sua utilização - para que ele faça como Perseu, que entregou o trono recém-conquistado a um humilde pescador e voltou à sua terra natal.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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