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HORÓSCOPO LIBRA - 23/09 à 22/10
O signo de Libra é regido pelo planeta Vênus, seu elemento é o ar 
O fragmento que vemos do mundo é apenas um pálido reflexo de uma outra realidade, de formas perfeitas que existe num outro plano: o mundo das idéias. ( Platão )
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Horóscopo e os Orixás

 

 

 

 

 

Símbolo: As duas linhas horizontais com um semicírculo central indicam que estas duas linhas são antagônicas enquanto não se conseguir o equilíbrio ou uma união entre os pólos. .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mito de Libra  Paris

 

 

Libra e o equilíbrio através do Outro . O sétimo signo nos oferece uma multiplicidade de mitos gregos: a deusa Palas Atena, o troiano Páris e o sábio Tirésias. Todos, cada um à sua maneira, nos levam ao núcleo mesmo da vivência arquetípica do libriano: a necessidade de conciliar opostos, através da valorização dos mesmos, visando obter a harmonia final interior e exterior. Antes, contudo, vejamos o mito egípcio de Maat, deus que “pesava a alma” dos mortos para decidir-lhes o destino.

No ritual egípcio, quando a alma de um morto descia para o reino de Osíris (o equivalente egípcio de Hades), guiada por Anúbis (o equivalente egípcio de Hermes), em sua tarefa de condução das almas, como vimos anteriormente, era submetida ao confronto com Maat, o deus da verdade.

A alma confessava seus pecados e, depois disso, era colocada em um prato de balança, postando-se Maat no outro prato. Se a alma tivesse confessado toda a verdade e com se purificado, os pratos ficavam em equilíbrio; caso contrário, o prato de Maat pesava mais - pois a verdade sempre prevalece - e a alma era destruída.

Maat, nesse contexto, personificava a Lei, a Verdade e a Ordem. A figura abaixo ilustra esta passagem. De forma semelhante em termos de significados, temos a deusa grega Palas Atena. Nascida diretamente do cérebro de Zeus, que em acesso de dores de cabeça pediu a Hefaístos que lhe abrisse o crânio com um martelo de forjaria, Palas Atena identifica-se com os atributos de deusa da inteligência, da paz, das artes e dos artistas; estrategista e apegada às soluções práticas, representa a mulher que se deixa guiar principalmente pela razão e não por arrebatamentos afetivos ou instintivos. Por isso, prefere a companhia masculina (com a qual identifica, projetivamente, seu poderoso Animus), sendo preciosa confidente e amiga íntima, a despeito de usar muitas vezes o sexo como “ato calculado”.
                                                        
Palas Atena é a tentativa constante de atingir o equilíbrio de opostos através do julgamento racional e da valorização das diferentes necessidades. Para Liz Greene, (1987) “Virgem e Libra apresentam a mesma busca de harmonia e justiça, mas em diferentes esferas”; Libra parece projetar essa visão de justiça em uma visão bem mais ampla da vida, e isso dá a este signo as condições necessárias para um intenso idealismo e crença na beleza da vida. “Eu nunca senti que Libra está voltada, como as descrições mais populares afirmam, ao amor romântico, flores e candelabros - exceto como rituais de cortejo necessários, dentro de uma concepção ideal. Romantismo não é uma propriedade de Libra.

O signo é muito mais voltado a questões de moralidade e proporcionalidade, ética e julgamento. Esse tema de moralidade é um dos que eu mais encontrei na vida de librianos, pois parece haver em seu coração a necessidade de conhecer a divindade que sustém a balança do julgamento e do perfeito equilíbrio; por isso, para que possam ter tal experiência, o constante desequilíbrio entre extremos e a violação de leis são acontecimentos quase necessários, dos quais o libriano não escapa facilmente”.

Não mais o equilíbrio entre leis naturais e os acontecimentos da vida, como vimos em Virgem, pois Libra é um dos únicos signos do zodíaco simbolizados por um objeto humano: a Balança. Trata-se aqui de, equilíbrio entre eventos e formas próprios dos seres humanos, em sua forma social de cultura.

Por isso, como Platão afirmou, “não há signo mais voltado ao bom, belo e verdadeiro”. Entretanto, os mitos de Paris e Tirésias nos mostram outras faces do conflito vivido pelo libriano, pois embora ele tente o tempo todo equilibrar opostos e, assim, harmonizar da melhor forma possível os eventos, as formas, os sons e as cores (donde a tradicional inclinação estética libriana), os deuses que nos habitam - e a ele também – nem sempre “jogam de acordo com as regras”.

Páris (ou Alexandre) era o filho mais novo de Priamo, rei de Tróia, e da rainha Hécuba. Poucos dias antes de dar à luz, Hécuba sonhou com uma tocha incendiando Tróia, e um oráculo prognosticou que seu filho seria a ruína da cidade. Dessa forma, Priamo mandou matá-lo, mas Hécuba entregou-o a pastores que o criaram no monte Ida até a idade em que, voltando a Tróia, venceu um torneio, foi reconhecido por sua irmã Cassandra e aceito de novo por Príamo.

Nascido com o dom da diplomacia e da elegância, foi escolhido por Zeus para decidir uma disputa entre três deusas: Afrodite, Palas Atena e Hera disputavam o titulo de “A Mais Bela do Olimpo” e a escolha coube a Páris, que entregaria à vencedora uma Maçã de Ouro, um Pomo das Hespérides. Páris quis se negar a servir de juiz em páreo divino (propondo-se, como bom libriano, a dividir igualmente o prêmio entre as três), mas Hermes, por solicitação direta de Zeus, o convenceu a fazê-lo. As deusas ofereceram-lhe vantagens (numa prática de suborno, como que a provar que não há nada de novo sob o Sol ... ): Hera prometeu-lhe o império da Ásia, Palas Atena ofereceu-lhe sabedoria e vitória em todos os combates de que participasse e Afrodite assegurou-lhe o amor da mulher mais bela do mundo a imortal Helena, a irmã gêmea de Pólux que vimos há pouco, esposa de Menelau, rei de Esparta, e pivô da Guerra de Tróia.

Mais uma vez, como bom libriano, Paris não se deixou seduzir pelo poder e riqueza embutidos na promessa de Hera; igualmente não o atraiu o poder de vencer batalhas nem tampouco uma imensa sabedoria, ofertas de Palas Atena. Entretanto, a oferta de Helena, mesmo sabendo-a casada, o seduziu - e a vencedora do certame foi Afrodite. Páris, como muitos librianos, defrontou-se com a necessidade de realizar um julgamento entre valores pessoais e uma escolha ética, aos quais respondeu da forma característica do signo. As escolhas librianas nos amores costumam ser confusas e difíceis, e os muito freqüentes triângulos amorosos, em geral, colocam o libriano em situações de dilema e insegurança.

As hesitações e as comuns “tentativas de acerto” serão indicação do imenso medo em fazer escolhas erradas - pelas conseqüências que poderão advir -, assim como do forte impulso em ter todas as coisas “equilibradas”, sem abrir mão de nenhuma em proveito de outra. Se substituirmos Paris por uma mulher e as três deusas por três pretendentes, teremos um padrão tipicamente libriano em ação. Nesse “rearranjo”, no qual ela pode estar frente a três “deuses”, ela pode ter como oferta a inteligência de Hermes, a bravura e a coragem de Ares ou os prazeres do êxtase de Dioniso; contudo, sempre haverá hesitação, pois, assim como para Páris, a escolha por qualquer dos candidatos poderá ser seguida da raiva ou do ressentimento dos outros dois.

A propensão libriana de ficar acuada entre duas ou mais alternativas (seja profissional, afetiva ou espiritual a esfera da escolha) parece indicar o padrão geral de desenvolvimento do signo: por mais que incomode a divisão ou a desarmonia no universo, por mais que isso comprometa sua forte necessidade de harmonia e convivência “pacífica” entre todos os opostos, algo dentro do libriano o força a dividir-se dolorosamente entre esses mesmos opostos até descobrir a própria identidade através de um profundo processo de valoração afetiva e escolha pessoal.

Porque a vida inicial do libriano costuma apresentar este desafio: em geral nascida em uma casa onde pai e mãe estão por se separar, só não o fazendo “por causa das crianças” ou “por causa das aparências sociais”, a criança libriana é obrigada, desde cedo, a apegar-se demais a ambos os pais - como se fosse dela a responsabilidade (e a possibilidade) de mantê-los juntos!Dessa forma, ao mesmo tempo em que lapida a “diplomacia” natural, para conseguir sobreviver no mar tempestuoso das emoções e sentimentos em desarmonia no lar paterno, dilata uma imensa preocupação com a aparência e aceitação sociais, e desenvolve uma raiva profunda por ambas as figuras parentais. Raiva, entretanto, que reprime e agiganta profundamente dentro de si com parte de sua Sombra, o que a de entrar em contato mais pleno com outros sentimentos e emoções enquanto não a enfrentar corajosamente.

Só então poderá descobrir seus reais valores pessoais, o que a auxiliará nas decisões éticas, estéticas e de valores a que a vida obriga e para as quais tem inimitável pendor.

Para isso, encontramos no mito de Tirésias a possibilidade de utilização de preciosos recursos, frutos da “visão interior”. Tirésias, ao atingir a idade da iniciação pela qual passava todo jovem, subiu ao monte Citéron e viu duas serpentes em pleno ato de cruzamento. Após separá-las, matou a fêmea e foi, por isso, imediatamente transformado em mulher, permanecendo assim por sete anos.

Após esse período, subindo o mesmo monte, deparou com cena idêntica; dessa vez, matou o macho e recuperou seu sexo original. Assim, como conhecia a vida interior dos dois sexos, foi chamado por Zeus e Hera para decidir uma pendenga entre os dois deuses: “Qual sexo tem mais prazer no amor, o homem ou a mulher”, era a questão divina.O mito de Tirésias parece sugerir que a aparente ambivalência sexual (no sentido mais amplo do termo) verificada nos librianos tem raízes muito mais profundas do que o excessivo apego aos pais na infância (que por si só já seria uma explicação), pois ao entrar em contato direto com o princípio feminino,

embora através da “morte” de seu lado masculino, e depois com o princípio masculino, através da “morte” do seu lado feminino, Tirésias obteve uma percepção dos opostos polares básicos da vida e de como harmonizá-los através da visão interior: a cegueira exterior forçou-o a voltar sua visão para o mundo interior, o mundo do próprio Self, onde todas as respostas são encontradas.

Descobrindo, graças a isso, que os verdadeiros valores que devem ser harmonizados são os interiores - assim como o libriano tem de aprender a se harmonizar com sua Anima (se um homem) ou seu Animus (se uma mulher), antes de realizar melhores escolhas afetivas entre valores diferentes na sua vida diária.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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