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o seu Orixá regente
HORÓSCOPO TOURO -
21/04 à 20/05
O signo de Touro é regido por Vênus seu elemento é a terra,
Para os taurinos, a palavra-chave é auto-estima. Logo eles, que
se preocupam tanto com o valor das coisas, às vezes não
conseguem perceber o valor do próprio talento. Quando isso
acontece, o mundo perde um artista e ganha um ser humano
angustiado, que passa a vida acumulando coisas para compensar a
sensação de que está faltando algo.
Se
você pertence a este Signo faça uma consulta de Ifa através do jogo de búzios
para saber qual é o seu Orixá de cabeça e receba o mapa
astrológico de seu signo ascendente.
Horóscopo e os Orixás
Símbolo: A
concavidade voltada para cima significa a aceitação de novas
experiências vindas do exterior, tanto positivas como negativas,
aprendizados materiais e espirituais. O círculo fechado indica
que as experiências vindas de Áries foram assimiladas.
Mito de Touro.
Enquanto símbolo de
fertilidade, a figura bovina está presente em muitos mitos.
No Egito antigo, por exemplo, o boi Ápis era filho do primeiro
raio matinal do deus-sol, Rá, que fecundou a terra do fundo do
rio Nilo - o grande responsável pela fertilidade das terras
egípcias. Na mitologia grega, Zeus transformou-se em um touro
para raptar e seduzir Europa. E Hera, enciumada de Io, outra das
conquistas extraconjugais de Zeus, transformou-a em uma vaca.
O boi é geralmente um símbolo da fertilidade da terra,
contrapondo-se em certa medida à fertilidade celestial – cujo
primeiro símbolo, o carneiro (Áries).
O boi, ou touro representa as paixões sensoriais existentes no
Homem que deverão ser superadas em seu processo de crescimento
interno; não através da mera repressão do boi mas, antes,
através de um delicado equilíbrio entre essas paixões e seus
componentes mais humanizados, de forma a vir a obter um todo
ainda fértil, porém mais harmonioso.
De certa maneira, entretanto, o núcleo mítico do taurino parece
carregar muito de outra figura mitológica, o Minotauro, monstro
meio homem e meio touro encerrado num labirinto da ilha de
Creta. Por isso, veremos esse conjunto simbólico mítico.

Essa ilha era governada por Minos, rei que havia conquistado o
poder com o auxílio de Possêidon, o deus grego dos mares e dos
terremotos, mais tarde denominado Netuno pelos romanos.
Conquistador de outras ilhas e de regiões do continente, Minos
certa vez solicitou o apoio do deus para enfrentar os próprios
irmãos na defesa do trono, pedindo-lhe que mandasse das
profundezas oceânicas um touro sagrado (o touro era uma das
formas animais sagradas de Possêidon, junto com o cavalo) como
sinal de seu direito divino ao trono.
E mais: prometeu que tal animal seria imediatamente sacrificado
no altar do deus, assim que fosse vitorioso no embate político.
Mas o animal era de tal beleza que Minos, por influência direta
de Pasífae, sua esposa, esqueceu-se da promessa e após a vitória
guardou-o entre os próprios rebanhos, sacrificando outro animal
no altar do deus.
Possêidon, irritado com o comportamento desonesto e injusto do
rei, solicitou a Afrodite que fizesse Pasífae ter uma
irresistível paixão física pelo touro sagrado. E da união dos
dois nasceu o Minotauro, com corpo de homem e cabeça de touro,
símbolo da perversão de Minos.Horrorizado com tal criatura,
gerada por sua própria esposa, Minos incumbiu o artesão Dédalo
de construir um labirinto para encarcerar o Minotauro e ocultar
tal ignomínia dos olhos dos homens.
Ao mesmo tempo, abandonando sua proverbial sabedoria, que
inclusive lhe dera a vitória sobre Atenas com o apoio do próprio
Zeus, mais uma vez cedeu aos conselhos de Pasífae e impôs como
condição de rendição a Atenas que essa cidade helênica lhe
enviasse todo ano catorze jovens para serem devorados pelo
Minotauro. Um desses jovens, em determinado ano, era Teseu,
herói ateniense e filho suposto do rei Egeu.
Seu pai era, na verdade, Possêidon: uma noite Possêidon possuíra
Etra, mulher de Egeu, em uma ilha deserta, gerando-lhe esse
filho que sempre fora tido como de Egeu. Se a este coube o papel
de pai corporal, Teseu recebe mais, na verdade, de seu pai
espiritual, Possêidon; e esse jovem estava destinado a enfrentar
o Minotauro para resgatar a liberdade de Atenas, aventura que é
talvez o ponto mais alto de todas as suas conquistas.
Antes de irmos adiante, vamos analisar um pouco o que vimos até
agora. Minos transformou uma questão política em matéria de
interesse pessoal. - mantendo em seu próprio rebanho o touro
sagrado, ao invés de sacrificá-lo no altar do deus a quem o
ofertara, Minos sucumbiu ao ganho material. Por outro lado,
abandonando sua sabedoria e senso inato de justiça pela sedução
direta de sua mulher, transformou-se então em déspota faminto de
mais poder - mas poder, mais uma vez, material.
A quem Minos servia, ao deus ou a si mesmo, na verdade?Como
resultado dessa inversão de valores, o rico e fértil reino de
Creta mantinha um monstro devorador escondido, o que faria com
que ficasse estagnado até aparecer Teseu!
Esse jovem, filho do mesmo deus que apoiara Minos e engendrara o
Minotauro, terá que lutar dentro de um labirinto com a forma
bestial de seu próprio pai, assim como contra o símbolo do
pecado de Minos (a cobiça) e de Pasífae (o incitamento à
cobiça). Dessa forma, se Minos cometeu o pecado contra o deus,
motivado por interesses próprios, Teseu deverá redimi-lo,
motivado por interesses de outrem (a libertação de Atenas e dos
jovens que o acompanhavam).
Eram dois os perigos que Teseu enfrentava. Um, o do
enfrentamento direto do Minotauro, símbolo acabado do desejo
cobiçoso que se mantém oculto no coração labiríntico da própria
terra de Minos. Outro, o de conseguir escapar do labirinto em
que se meteu voluntariamente, pois do contrário continuaria
preso das artimanhas de Minos. E é assim que Teseu, para ao
mesmo tempo escapar do adversário (cobiça) e do inconsciente
deste (o labirinto), tem de armar-se das únicas possibilidades
de vitória: franqueza e pureza. Para isso é diretamente
auxiliado por Afrodite, que faz com que Ariadne, filha de Minos,
ao apaixonar-se por ele, lhe presenteie com um novelo de fios
para orientá-lo de volta à saída do labirinto.

Segundo o mitólogo brasileiro Junito de Souza Brandão, existem
outras versões do mito, segundo as quais Ariadne teria oferecido
a Teseu uma coroa luminosa ou que este teria recebido tal coroa
da própria deusa Afrodite.
De qualquer maneira, não fosse a coroa ou o fio condutor, Teseu
dificilmente teria saído do labirinto após derrotar o Minotauro.
(Para casar com Ariadne, que condicionara assim seu apoio ao
herói ateniense, e abandoná-la logo depois). Mas o que se
verifica na vida real dos taurinos?
Crescendo sob a égide de um pai ausente ou passivo em casa e uma
mãe todo-poderosa e ambiciosa, desde cedo o taurino (seja menino
ou menina) teme enfrentá-la e acata suas imposições, deixando
que a imagem feminina se agigante dentro de si mesmo e vendo sua
imagem masculina inconsciente manter-se passiva frente a
qualquer mulher.
Como Minos, cede às imposições sedutoras de sua mãe (cheia de
"amor materno") e futuras "substitutas", tornando-se sedento de
vantagens materiais e abandonando os dotes de sentimentalidade
impessoal de seu pai real (no mito, Possêidon) e de sabedoria do
deus que lhe havia dado a vitória, Zeus.
Se, auxiliado por uma paixão sensual (Afrodite) mas humanizada,
ousar lutar contra o monstro que carrega em seu próprio
labirinto, um monstro cheio de afirmações cobiçosas de "meus" e
"minhas", mas ao mesmo tempo não abandonar o raciocínio
necessário à superação do labirinto (o fio condutor) e a
franqueza necessária para esse encontro decisivo.
O taurino poderá resgatar a si mesmo, através da vitória de uma
causa coletiva - a libertação de Atenas, cidade de Palas Atena,
a deusa do Raciocínio e do Conhecimento.
Não poderá, entretanto, sacrificar seus impulsos sensuais
cúpidos (seu componente nuclear taurino) no altar da somente
racionalidade, como não poderá ceder integralmente aos apelos
sensuais da propriedade em detrimento de seus próprios ideais de
ampliação de conhecimento.
Por fim, cabem alguns comentários sobre Afrodite, ou Vênus, a
deusa que permite a Possêidon a criação do Minotauro mas que
permite também a Teseu a sua vitória.
Embora não tenha sido casada, Afrodite foi entregue por Hera e
Zeus a Hefaístos (ou Vulcano, para os romanos) como esposa; esse
estranho deus, o ferreiro que forjava os raios de Zeus e, assim,
materializava a interferência de Zeus nos destinos terrestres,
fora rejeitado pela mãe (Hera) no nascimento, dada sua feiúra e
falta de graça.
Mais tarde, ao descobrir sua extrema habilidade em forjar
objetos de rara beleza, Hera decidiu trazê-lo de volta ao Olimpo
e entregá-lo a Afrodite como esposo.
Originou-se, assim, um curioso casamento: o de um deus feio e
coxo, com a deusa da sedução sensual e da beleza.
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