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Ògún yè
, pàtàkì orí Òrìsà
( Salve Ògún , Òrixá
importante da cabeça espiritual )
Ogun Senhor Deus da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos. Deus do fogo ou aço em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc. É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Bará porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. É irmão de Bará, sua conta é sete, quatorze e vinte e um. Ogum é o dono das estradas de ferro e caminhos.Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores. ![]()
Sua saudação é ogunhê. Suas ferramentas são: Ponteiras,
bigorna, machado, pá, martelo, marreta, lança, cobra de
bote, espada, enxada, ferradura, corrente de aço, cravos de
ferradura, búzios, moedas, tenaz e torquês. É detentor do metal ferroso, com o qual fabrica suas armas e ferramentas com muita habilidade. Tornou-se especialista nessa arte, pois, a cada caminho que desbravava, ou a cada guerra que empreendia, precisava inventar uma ferramenta apropriada. Isso provocou uma grande revolução nesse meio, pois, com o advento do ferro, as antigas ferramentas de madeira e pedra lascada ficaram obsoletas, sendo substituídas pela precisão desse metal. Isso despertou o interesse dos outros orixás, que vieram aprender, com Ogun, essa técnica.
Costuma-se
colocar, em seus assentamentos, uma bigorna para realçar essa
habilidade. Ogun representa o trabalhador manual, aquele que
transforma a matéria prima em produto acabado.
A guerra que Ogun trava nem sempre é destruidora. Ao contrário, se
essa energia for bem canalizada, poderá ser utilizada para
alcançar objetivos nobres, traçar novas diretrizes e vencer
os obstáculos da vida.
É protetor da agricultura, juntamente com o orixá Oko, reinando nas
profundezas da terra, onde irá fertilizá-la com seu extremo
poder.
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LENDA DE OGUN Ogun vivia em sua aldeia, quando foi requisitado para uma guerra, que não
tinha data para acabar. Antes de partir, ele exigiu que seus
habitantes dedicassem um dia em sua homenagem, fazendo o
sacrifício de jejuar e fazer silêncio absoluto, além de
outras oferendas.
Na primeira casa que encontrou pediu água e
comida, mas ninguém o atendeu, permanecendo calados e de
olhos fixos no chão.
À medida que avançava pelo interior da cidade, a mesma coisa se
repetia, casa após casa. Ogun nem imaginava o que estava
acontecendo. Perguntava e não recebia resposta.
Caçadores que passavam pela cidade, entre eles seu filho, o
reconheceram e tentaram aproximar-se. Vendo que sua cólera
era imensa, resolveram evocar Exú para acalmá-lo.
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| Dia da semana: | Terça-Feira. |
| Cores: | verde e branco |
| Domínios: | Caminhos, Profundezas da Terra, Jazidas de Ferro, Praias, etc. |
| Oferendas: |
Feijoada, vatapá, inhame com feijão preto, farofa de carne de frango desfiada, etc. |