Lògún ó akofà !

 

( Ele é Lògún, peguemos o arco e a flecha ! )

 


       Esse orixá vem sendo erroneamente associado à dualidade sexual. Muitos estudiosos no assunto afirmam que Logun vive seis meses como homem, igual ao seu pai Odé, e, nos outros seis meses, transforma-se numa mulher, como sua mãe Oxun.

      Logun é um orixá soberano e não passa por transformações sexuais. Isso acontece, com freqüência, aqui na Terra, com os seres humanos. Os orixás estão anos-luz adiante dessas questões.

       Na verdade, esse orixá tem livre acesso aos dois reinados, adquirindo o conhecimento de ambos. Consegue adaptar-se, com facilidade, aos mais diversos ambientes, agindo e comportando-se de diferentes formas, dependendo da situação.

      Ele herdou, também, muitas das características de seus pais, como a habilidade de caçar e conseguir fortuna, o encanto e a beleza, bem como um grande conhecimento de feitiçaria, como sua mãe. Além desses atributos, é, também, responsável pela fertilização das terras, através da irrigação, contribuindo, assim, com a agricultura.

       Esse orixá possui muita riqueza e sabedoria, não admitindo a imperfeição em suas oferendas e rituais. Tem aparência doce e calma, mas, quando contrariado, torna-se muito enfurecido.

      Uma outra característica de Logun é a de importar-se com o sofrimento dos outros, distribuindo riquezas e caças para os que não têm.

      Suas ferramentas são o abebe e o ofá. Seu símbolo é uma balança, representando o equilíbrio.

        Esse deus, segundo se conta na África,
tem aversão por roupas vermelhas ou marrons. Nenhum dos seus adeptos ousaria utilizar 
essas cores no seu vestuário. O azul-turquesa entretanto parece ter sua aprovação.

 

 

 

 

 

 

 



LENDA DE LOGUN

       No início dos tempos, cada orixá dominava um elemento da natureza, não permitindo que nada, nem ninguém, o invadisse. Guardavam sua sabedoria como a um tesouro.

        É nesse contexto que vivia a mãe das água doces, Oxun, e o grande caçador Odé. Esses dois orixás constantemente discutiam sobre os limites de seus respectivos reinados, que eram muito próximos.

        Odé ficava extremamente irritado quando o volume das águas aumentavam e transbordavam de seus recipientes naturais, fazendo alagar toda a floresta. Oxun argumentava, junto a ele, que sua água era necessária à irrigação e fertilização da terra, missão que recebera de Olorun. Odé não lhe dava ouvidos, dizendo que sua caça iria desaparecer com a inundação.

        Olorun resolveu intervir nessa guerra, separando bruscamente esses reinados, para tentar apaziguá-los.

       A floresta de Odé logo começou a sentir os efeitos da ausência das águas. A vegetação, que era exuberante, começou a secar, pois a terra não era mais fértil. Os animais não conseguiam encontrar comida e faltava água para beber. A mata estava morrendo e as caças tornavam-se cada vez mais raras. Odé não se desesperou, achando que poderia encontrar alimento em outro lugar.

       Oxun, por sua vez, sentia-se muito só, sem a companhia das plantas e dos animais da floresta, mas também não se abalava, pois ainda podia contar com a companhia de seus filhos peixes para confortá-la.

       Odé andou pelas matas e florestas da Terra, mas não conseguia encontrar caça em lugar algum. Em todos os lugares encontrava o mesmo cenário desolador. A floresta estava morrendo e ele não podia fazer nada.
 
        Desesperado, foi até Olorun pedir ajuda para salvar seu reinado, que estava definhando. O maior sábio de todos explicou-lhe que a falta d’água estava matando a floresta, mas não poderia ajudá-lo, pois o que fez foi necessário para acabar com a guerra. A única salvação era a reconciliação.

        Odé, então, colocou seu orgulho de lado e foi procurar Oxun, propondo a ela uma trégua. Como era de costume, ela não aceitou a proposta na primeira tentativa. Oxun queria que Odé se desculpasse, reconhecendo suas qualidades. Ele, então, compreendeu que seus reinos não poderiam sobreviver separados, unindo-se novamente, com a benção de Olorun.

        Dessa união nasceu um novo orixá, um orixá príncipe, Logun-Edé, que iria consolidar esse "casamento", bem como abrandar os ímpetos de seus pais. Logun sempre ficou entre os dois, fixando-se nas margens das águas, onde havia uma vegetação abundante. Sua intervenção era importante para evitar as cheias, bem como a estiagem prolongada. Ele procurava manter o equilíbrio da natureza, agindo sempre da melhor maneira para estabelecer a paz e a fertilidade.


Orin / Oriki

Olóode pa eron olóodò è pejá

Senhor da caça, senhor do rio e pescador

 

        De Òsun sua mãe traz  o lado belo voluntarioso, vaidoso. Pois Òsun lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada , deusa da fertilidade, na Nigéria é dela o rio que leva o seu nome e no Brasil dela são as águas doces dos lagos fontes e rios. Água que mata a sede dos humanos e da terra, que assim se torna fecunda e fornece os alimentos essenciais à vida.

      Òsun menina dengosa, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Òsun é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a  segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos.

        De Ibualamo seu pai Herdou o dom da caça  pois , Ibualamo é da família dos odés (caçadores) e seu símbolo o bilála ,oguè e ofá.

Ibualamo é a representação do desenvolvimento do homem conhece os segredos da caça, também símbolo de prosperidade e formação de comunidades.

      Ibualamo busca o alimento com coragem e é considerado o guerreiro das matas, é corajoso, viril e Logun-odé tem estas características, é um Òrìsà guerreiro, mas a sua característica guerreira é própria, mas não o de guerra no sentido físico da palavra e sim a da luta pela conservação da criação.

       Conta um antigo itan que todos os Òrìsà estavam reunidos em uma aldeia, e de repente passa a chover muito e a terra começa a afundar causando grande pânico. Todos tentam fazê-la subir novamente mas , ninguém consegue, por último aquele jovem caçador é chamado e usando um  poder que herdou da mãe Òsun, logun-odé entoa o Oriki:

 

"AWO NBE O, AWO NBE O....ARA NBE O, ARA NBE O"

 Eis o iniciado, o forte, eis o misterioso, aqui se fez o milagre

 

      Tocando o chão com sua espada e seu bastão, e a terra começa a subir novamente até voltar a sua posição normal, a partir de então, ele passou a ser reconhecido como um grande guerreiro osiwaju Líder entre os Orixás.



CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE LOGUN-EDÉ

São pessoas de extremo charme e carisma, possuindo muitos amigos e admiradores.

Sentem imensa compaixão pelas pessoas que sofrem, sempre tentando ajudá-las.

A sinceridade é a sua maior virtude, porém irrita-se com muita facilidade. Basta ser contrariado e sua fúria aparece, muitas vezes perdendo o controle de suas ações, custando muito a acalmar-se.

São perfeccionistas, querendo tudo ao seu modo. Não admitem erros por parte de outras pessoas.

Agem por impulso, aproveitando ao máximo tudo o que a vida lhe oferece.

São muito curiosos e espertos. Geralmente, quando crianças, adoram desmontar seus brinquedos para ver como são feitos. Na fase adulta, têm o dom de captar o íntimo das pessoas.

Os filhos de Logun têm muito interesse em aprender e viver novas experiências.

Assim como o orixá, adaptam-se a todo tipo de ambiente e sabem como agir em cada situação.

Têm uma característica curiosa, que é a de estar sempre machucando as extremidades das mãos, pés e cabeça.


Dia da semana: quinta-feira e sábado.

Cores: azul turquesa e amarelo ouro.

Domínios: margens dos rios, várzeas, cachoeiras, cursos de água, florestas e matas.

Oferendas: papa de milho com coco, milho cozido com feijão fradinho, ipeté, papa de coco, etc.

 

 

      É um orixá cultuado na região de Ijesá, ( Ijexá ) na Nigéria.

      Segundo a mitologia, Logun é filho de outros dois orixás, que são Oxun Ipondá e Odé Erinlé (ou Imbualama). É considerado o príncipe dos orixás.

     Possui o conhecimento dos elementos da natureza, onde reinam seus pais, como florestas, matas, rios, cachoeiras, etc. Seu próprio domínio está situado nas margens de rios, córregos e cursos d’água em geral, desde que tenham vegetação, ou seja, o encontro dos dois reinados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Home

Candomblé

Umbanda

Kimbanda

Horóscopo

Bruxaria
Esoterismo
Consulta Taro
Numerologia
Simpatias
Galeria de Fotos

Filiação

Bate Papo

Informativo
TV Fietreca
Cursos / Palestras
Apostilas
Leis
Notícias

Orientação Espiritual

Jogo de Búzios

Exu Capa Preta

Exu Marabo

Pombagira Zaira

 

 

 

 

 

www.fietreca.org.br